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NÃO LEVEM NOSSOS ENGENHEIROS

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  Imagine a CBF, isso mesmo, a Confederação Brasileira de Futebol, entrando judicialmente contra os grandes clubes estrangeiros – Barcelona, Real Madrid, Paris Saint German .... –   para impedi-los de contratar nossos melhores talentos futebolísticos. Essa pretensão de proteger o nosso esporte favorito, salvaguardando os nossos clubes, fere o direito do trabalhador de alugar sua força de trabalho a quem lhe oferecer as melhores condições. Nas legais relações atuais, desde cedo, os clubes amarram os jovens talentos a contratos de modo a se ressarcirem pelo que investiram na sua preparação e na projeção da sua imagem. A exportação de atletas é fonte de receita significativa para muitos clubes brasileiros. Atletas e clubes ficam muito satisfeitos. Se nos ressentimos de não ver os melhores craques vestindo as camisetas dos nossos preferidos, sabemos que a experiência que adquirem em mercados futebolísticos competitivos lhes acrescentam habilidades que os tornam ainda mais virtuosos e

CAVALO-DE-PAU EM CARRETA CARREGADA

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  Os que circulam pelas madrugadas veem jovens realizarem a difícil manobra denominada cavalo-de-pau, que consiste em fazer o veículo que pilotam dar na pista um giro de 180 graus, rodando sobre si mesmo. O carro de elevada potência tem a suspenção rebaixada para aumentar a estabilidade, reduzindo assim a possibilidade de capotamento. O mais importante é mesmo a habilidade do piloto e sua coragem. Muito garotos perderam a vida nesse tipo de manobra. Mas a vida é assim, escolhas são escolhas. A questão é quando provocam com seus bólidos acidentes que envolvem passantes. Em sã consciência, ninguém pensaria em dar um cavalo-de-pau numa carreta carregada. Esses veículos são capazes de atingir velocidades elevadas e têm freios potentes, tudo o que é necessário para a arriscada operação. Não creio que essa ideia tenha, uma só vez, passado pela cabeça do mais aloprado de seus motoristas, por saberem do desastre que provocariam. Vidas e prejuízos incalculáveis ocorreriam. Condutores dessas

A PÁTRIA DE CHUTEIRAS

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  No próximo dia 20 a seleção estreia na Copa do Catar e pela primeira vez na minha vida de torcedor não vejo o clima habitual para a época. Em 1950, pela primeira vez, vivenciei, aos 9 anos de idade, uma Copa do Mundo de Futebol. A seleção nacional era constituída, em grande parte, pelos craques do Vasco, clube que já me havia conquistado. A estrela do plantel era o goleador Ademir Menezes, o goleiro Barbosa, um ídolo, ambos entre outros e até o meu xará Danilo, eram cruzmaltinos. O comandante, que então não recebia o título honroso de Professor, era Flávio Costa, também, técnico do time de São Januário.   Aquela foi a primeira vez em que o sentimento de nacionalidade brotou com força em meu íntimo, primeiro com as glórias das vitórias acachapantes, depois com o sabor amargo da última batalha e da guerra perdida. Em poucos dias, os que duraram o certame, o eu-menino recebeu a iniciação de nacionalidade, do pertencimento de ser brasileiro, com todas as suas consequências. Isso fo

TARCÍSIO, O ENGENHEIRO

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  O escolhido para governar São Paulo, de 2023 a 2026, é um estreante em disputas eleitorais. Tarcísio Gomes de Freitas é, na realidade, um engenheiro, um destacado profissional da engenharia que aos 47 anos de idade mostra um currículo que o levou a se eleger governador do mais importante Estado da Federação, construído por sua brilhante carreira no Serviço Público brasileiro. Nada além disso! Tudo possível a qualquer um de nós, profissionais como ele, com inscrição no CREA da sua respectiva região. Nada além.   Alguém, menos conhecedor da trajetória do ainda não empossado governador, dirá: “Ora bolas, o cara era Ministro da Infraestrutura do governo federal”. Convém saber da curiosa história de como o jovem engenheiro recém-entrado nos 40 anos, em 2019, chegou a titular do importante ministério: Bolsonaro, num desses fenômenos que só acontecem na política brasileira, havia sido eleito Presidente da República sem apoio partidário e tinha se com prometido a formar um ministério

NÓS, O ELEITO E O OUTRO

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  Épocas de transição são sempre preocupantes, representam, em qualquer assunto, algo parecido com um salto no escuro. Quando se trata da troca do presidente da República num país de regime presidencialista como o nosso, onde os poderes do Executivo são grandes e o acúmulo dessas funções com as de chefe de Estado conferem ao presidente poderes quase imperiais, é razoável que os cidadãos se preocupem sobre as visões político-ideológicas de cada postulante ao cargo, como também de suas qualidades humanas e sociais. Na votação do segundo turno que terá lugar em poucas horas, ambos são personalidades bem conhecidas do eleitorado. Lula foi presidente por dois mandatos, Bolsonaro é o atual presidente. Virtudes e limitações desses homens públicos foram expostas à exaustão na campanha eleitoral, até ultrapassando os limites do bom senso e do bom gosto. Arrisco-me a dizer que não há nada em suas vidas que não tenha vindo a público. Fake news se desfizeram nos prontos desmentidos comprovados

O FATOR MORO

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  Eleito senador pelo Paraná, poderá a participação de Sergio Moro, como apoiador explícito de Bolsonaro nesta parte final da campanha do 2º Turno, turbinar a votação do presidente ao ponto de conduzi-lo à vitória? O ex-juiz sofreu por todos os lados, a começar por ações do “gabinete do ódio”, sediado no próprio sistema a que servia, quando saiu do governo, batendo forte no presidente que obviamente o fritava, por razões diversas, que aqui não cabe especular. Moro sofreu e tem padecido de intensas e ininterruptas violências por parte de todos os envolvidos de algum modo nas sabidas maracutaias, desde os apanhados nos crimes, dos delatores (hoje arrependidos) por estarem convictos que se tivessem feito jogo duro estariam em melhor situação, até de políticos, menos arrojados, que se viram inibidos, receosos de insistirem em participar das benesses dos caixas 2 das “empresas amigas”, usadas para custear campanhas, para enriquecimentos ilícitos e mesmo para o sustento de amantes exigentes.

UnB 77

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  Acabei de receber pelo WhatsApp mensagem com fotos e vídeos de um grupo de amigos engenheiros, gozando as delícias do litoral paraibano, e, confesso, abandonei o esboço do texto que iniciara para a crônica semanal, por ser levado inapelavelmente a antigas e irrecusáveis memórias. O título desta crônica pode, num primeiro momento, trazer à lembrança dos que viviam o cotidiano da Universidade de Brasília, em 1977, amargas lembranças. Greve duradoura, demissões, jubilamento, polícia circulando pelo campus, interpelando alunos, professores, funcionários. Clima pesado, que parecia que não teria fim! Um grupo de estudantes de engenharia civil, no entanto, estava aparentemente em reunião permanente no SG-12, um prédio da Faculdade de Tecnologia, para uso do Departamento de Engenharia Civil. Não era como se poderia pensar atividade política, os formandos daquele semestre, envolvidos com o exigente compromisso da entrega do Projeto Final, condição indispensável para se formarem, continuav