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Mostrando postagens de junho, 2022

A FEIRINHA DA QI 15

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  A Feirinha a que me refiro nesta crônica é mesmo aquela situada na QI 13. O fato é risível e nos remete a grotesca polarização em que vivemos. O título original era “A feirinha da 13”. Aos sábados cedo, encaminho o texto, a alguns periódicos que me dão a honra de publicá-los aos domingos e ao longo da semana. O primeiro a quem mandei reportou-me, desculpando-se e comunicando que nesta semana não me iria publicar, justificando que seu veículo tem objetivos culturais, não pretendendo tomar parte em questões políticas.   Demorei segundos para entender. Ao ver o número 13 o editor, logo o associou ao partido que utiliza esse número nas eleições e sem mais pensar descartou meu artigo. Percebi que a leitura equivocada seria feita por muitos outros leitores. Preferi errar a localização da feirinha por umas dezenas de metros do que contribuir com a indignação de alguns ou dos aplausos de outros nesta época de um Brasil insensato. Que me perdoem os promotores e “feirantes” daquele agrad

MELHOR PREVENIR QUE LAMENTAR

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    Repito neste texto o mesmo título que atribuí ao documento final por mim elaborado, em 2011, como relator do grupo de trabalho criado pelo CREA-DF, sobre a necessidade das pontes, viadutos e outras obras públicas de porte serem sistematicamente vistoriadas e receberem manutenção. Engenheiros do setor público, outros de entidades de representação profissional, alguns com mandatos de conselheiros do CREA estavam preocupados com a situação de deterioração de muitas pontes e viadutos em vias do DF, sendo que em certos casos as patologias estavam aparentes. O relatório gerado apontou obras em situação crítica e deu, em carácter mais geral, sugestões para que sistematicamente o problema fosse colocado sob controle. Argumentou-se até que frente aos casos apontados, um eventual desastre repercutiria nas promoções para a Copa do Mundo que se organizava para 2014 com jogos previstos para Brasília, onde se planejava na ocasião a construção de um grande estádio. Infelizmente, o relatór

LIBERDADE DE IMPRENSA E LIBERDADE DE EXPRESSÃO

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  Terça-feira, 7, comemorou-se o Dia Nacional da Liberdade de Imprensa, instituído em 1977, quando cerca de 3 mil jornalistas assinaram um manifesto contra a censura imposta aos meios de comunicação pelo regime de 1964. Ainda hoje as restrições ao exercício profissional do jornalismo, avaliadas comparativamente com outros países pela organização Repórteres Sem Fronteiras não nos mostram em bom posicionamento.   A Constituição Federal regula de modo amplo a liberdade de expressão, não apenas para atividades jornalísticas, mas também para os cidadãos. Os avanços tecnológicos e particularmente a Internet democratizaram a informação. A partir de um smartfone podemos receber e enviar notícias, análises, relatórios e até mesmo ilações e boatos produzidos tanto pela mídia formal, quanto pelos que resolvem se manifestar sobre quaisquer assuntos. Os limites para uns e outros são os da lei, artigo 5º da CF e outras. Criou-se uma grande confusão de ruídos e de notícias falsas, as fake New

EU, CIDADÃO PORTUGUÊS

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  Às quintas-feiras começo a elaborar o texto que inicia a circulação aos sábados. A tarefa mais delicada é a escolha do assunto. Esse, para ser bom, deve ser pinçado dentre os que esvoaçam, com insistência na cabeça do cronista, ou por constar na sua lista de preocupações, ou por se insinuar devido a outro sentimento forte, marcado na palheta das emoções humanas, entre o extremo amor e o desenfreado ódio. Forçar a barra fora desse limite é ter um escrito inócuo, que não mexe com corações ou intelectos. Estava, desta vez, pronto para falar de Augusto Alves, um saudoso mestre, português da Ilha da Madeira, a quem devo muito da minha formação. Augusto foi o homem (no sentido de ser humano) mais inteligente que conheci dentre as centenas de milhares com quem convivi ao longo de uma vida passada em instituições ligadas ao cultivo do saber. Interrompi essa crônica por motivo que logo lhes darei conhecimento. Para encerrar a participação do madeirense professor neste depoimento, direi